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Dinheiro

Vídeo: Brasil vai voltar a dever o FMI

Mesmo com cerca de US$ 340 bilhões em reservas, o Brasil vai se endividar junto a bancos internacionais

 

A equipe econômica do governo Bolsonaro, sob o comando do ministro Paulo Guedes, vai tomar US$ 4,01 Bilhões emprestados de organismos internacionais, entre os quais o Fundo Monetário Internacional – FMI, para financiar despesas relacionadas à crise da covid-19. Segundo os membros do governo, os recursos seriam aplicados no pagamento do auxílio emergencial, no plano de manutenção do emprego, no seguro-desemprego e, até mesmo, no Bolsa Família.

O pedido de empréstimo foi confirmado no começo da tarde desta segunda-feira (3), de agosto, pelo Ministro da Cidadania, Ônix Lorenzoni, ao Programa Pânico, na rádio Jovem Pan.

A medida está sendo vista como “irracional” do ponto de vista econômico. Já que o cenário fiscal do país é bastante diferente de 18 anos atrás, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso pediu US$ 41,75 bilhões ao FMI, em 2002.

Naquele ano, marcado por especulações do mercado financeiro frente à possibilidade da chegada do PT ao poder, o dólar bateu em R$ 3,95, maior desvalorização do real frente à moeda americana até então. As reservas cambiais somavam apenas US$ 37,8 bilhões. Já a dívida externa totalizava US$ 165 bilhões.

Três anos depois, em 2005, a dívida com o FMI era quitada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de abandonar a condição de devedor, o Brasil passou a ser credor do fundo quando, em 2009, emprestou US$ 10 bilhões para financiar auxílios diversos para países emergentes, em meio à crise financeira internacional que eclodiu um ano antes.

Reservas

De junho de 2019 para cá, o governo Bolsonaro já queimou cerca de US$ 50 bilhões das reservas internacionais Essas divisas foram gastas em transações de swap cambial, para tentar conter a alta da moeda americana. Contudo, o Brasil ainda conta com cerca de US$ 340 bilhões em reservas. Quase 10 vezes mais do que quando recorreu ao FMI pela última vez.

Economistas sugerem a hipótese de a atual investida tratar-se de uma espécie de armadilha, para voltar a submeter o país às chamadas políticas de austeridade, impostas como condição para a tomada de empréstimo junto a organismos internacionais como o FMI. Essas medidas vão desde o congelamento de salários dos servidores públicos, privatizações, à redução no pagamento de aposentadorias e pensões. Inclusive no setor privado, o que inclusive já foi feito com a última reforma da Previdência aprovada pelo próprio governo.

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