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Grupo CCR arremata aeroporto de São Luís e Imperatriz

Empresa pagou R$ 754 milhões pelo bloco do Nordeste no qual incluem os dois aeroportos 

O Grupo CCR venceu o leilão para se tornar concessionários dos aeroportos de São Luís (Hugo da Cunha Machado) e de Imperatriz (Renato Cortez Moreira). Os leilões, que geraram uma receita de R$ 3,3 bilhões, foram realizados nesta quarta-feira (07), em São Paulo, e o grupo venceu, também, além do Bloco Central, onde estão os aeroportos maranhenses, o Bloco Sul, enquanto a Vinci Airports arrematou o Bloco Norte.

Pelo Bloco Central, a CCR ofereceu R$ 754 milhões ante ao valor mínimo de outorga, que era de R$ 8,1 milhões. Pelo Bloco Sul, ofereceu R$ 2,128 bilhõess, ante valor mínimo de 130,2 milhões de reais.

Com estas aquisições, o CCR passa a ser concessionários dos aeroportos de Goiânia (GO), São Luís (MA), Teresina (PI), Palmas (TO), Petrolina (PE) e Imperatriz (MA), do Bloco Central,  e de Curitiba (PR), Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC), Londrina (PR), Joinville (SC), Bacacheri (PR), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS).

A Vinci Airports, que venceu a concorrência pelo Bloco Norte, com oferta de R$ 420 milhões, ante o valor mínimo de 47,8 milhões, assume os aeroportos de Manaus (AM), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga (AM), Tefé (AM) e Boa Vista (RR).

Saiba mais sobre a arrendatária dos aeroportos maranhenses:

 

 

 

O Grupo CCR é uma das maiores companhias de concessões de infraestrutura da América Latina. No Brasil, controla mais de 3,7 mil km de rodovias sob gestão da iniciativa privada. Também está à frente de importantes concessões de mobilidade urbana (metrôs, VLTs e barcas) e de gestão de aeroportos no Brasil e no Exterior.

Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Grupo Soares Penido controlam o capital do Grupo CCR. As ações da companhia (CCRO3) são todas ordinárias. A companhia foi a primeira do setor a ter seus papéis listados no Novo Mercado da B3.

O Grupo CCR, assim como alguns de seus controladores, também foi envolvido nas investigações da Operação Lava-Jato. Em 2018 e em 2019, a empresa chegou a fechar acordos com o Ministério Público de São Paulo e do Paraná comprometendo-se a tomar medidas e a pagar multas como compensações pelos ilícitos assumidos por concessionárias sob seu controle.

 

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