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Maranhão: registrados 5 casos de feminicídios em 60 dias

Destes cinco, dois foram ocorridos em São Luís

Policial Militar matou a ex-companheira com frieza em São Luís

O Maranhão já registrou, nos primeiros 60 (sessenta dias), deste ano de 2020, cinco casos de feminicídios – destes cinco, dois ocorreram na capital do estado, São Luís.

O último caso no estado ocorreu no povoado de Riacho dos Vianas, na cidade de Timbiras, onde Paulo Sérgio Sousa Lima, de 40 anos é acusado de ter atirado e matar pelas costas, a sua companheira, Josélia da Silva Gomes Araújo, de 22 anos, e na filha dela, uma criança, de 1 ano e 11 meses. O crime ocorreu na noite de domingo (1º) de março. A criança sobreviveu, o caso está sob investigação do delegado Gilvan Lucas de Sousa, que informou que o acusado sentia ciúmes da jovem e assim que for capturado, responderá pelos crimes de feminicídio e tentativa de homicídio.

São Luís

Os dois casos de feminicídios registrados em São Luís foram Jessimara Cristian Marques Pacheco, de 24 anos e Bruna Lícia Fonseca Pereira, de 23 anos, que foram mortas por causa de ciúmes de seus companheiros.

No primeiro caso, o paulista Allef Gonçalves Araújo, de 24 anos, foi encaminhado no dia 13 do mês passado (fevereiro), para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Ele declarou, em depoimento, que não tinha a intenção de assassinar a namorada, a maranhense Jessimara Pacheco. Ela foi encontrada morta com sinais de estrangulamento no dia 7 de fevereiro deste ano, no banheiro de um hotel, no bairro do São Cristóvão.

Outro caso que chocou São Luís, pela covardia como ocorreram os assassinatos foram de Bruna Lícia e um suposto amante, José William dos Santos Silva, de 24 anos. O crime ocorreu na tarde do dia 25 de janeiro, no apartamento de Bruna Lícia, no bairro Vicente Fialho. O crime foi cometido pelo soldado da Polícia Militar do Maranhão, Carlos Eduardo Nunes Pereira, de 30 anos, ele foi indiciado pelos crimes de feminicídio e homicídio qualificado e deverá ir a júri popular. Ele está preso no Comando da PM, no Calhau.

Delegacia da Mulher

A delegada Viviane Fontenelle, que coordena a investigação destes dois casos em São Luís, pontua que o caso do PM Carlos Eduardo, todas as diligências e investigações já foram finalizadas. E no caso  do Alleff Gonçalves, ela informou que ele foi preso em um shopping da capital. Ele residia na cidade paulista de Guarulhos e que conheceu a vítima por meio de um jogo da internet, denominado Perfect World, há quatro anos. Eles, então, começaram a manter uma relação utilizando a rede social e mensagens de aplicativo. No dia 10 de janeiro deste ano, Allef veio para São Luís, sem informar a seus parentes e cometeu o crime.

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