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População e colaboradores da Caixa sofrem por erros do governo federal

Incompetência do governo faz colaboradores da Caixa ficarem na linha de frente ao contágio da covid-19

Por Jadson Pires*

O governo brasileiro tem um dever moral com as trabalhadoras e os trabalhadores do “sistema” Caixa Econômica Federal, digo sistema, por englobar também os serviços de caixas postais, caminhão da Caixa e casas lotéricas, que são responsáveis pelo pagamento de 50 Milhões de brasileiros vulneráveis que recebem o auxílio emergencial – estes trabalhadores estão diretamente na linha de frente do combate a pandemia.

Atualmente, não há trabalhadores que estejam mais na linha de frente, até mesmo dos que da saúde, nesta pandemia ocasionada pela Covid – 19, no planeta terra, do que os colaboradores do sistema Caixa. A insensibilidade do governo federal contrasta com o desespero da população em receber o benefício público. É preciso que as autoridades pensem se é que isso seja possível, que por trás de um servidor público, de um colaborador da Caixa, há famílias, que sabem que a cada manhã, veem seus entes queridos partirem para um campo de guerra e que não sabe se vai voltar ileso, ou contaminado pelo vírus cruel e invisível – que tão cruel quanto ele, está a autoridade pública, que não lança um plano estratégico com um simples equipamento de proteção individual, cada trabalhador se proteje e se lança à própria sorte. Seria muito, pedir EPI’s aos trabalhadores do sistema Caixa????

Nos anos 2000, a Caixa chegou a se fortalecer e passar dos 100 mil colaboradores, mantendo em crescimento seus ativos que entre 2007 e 2015 aumentaram em quase 200%. Diversos acordos coletivos de trabalho, celebrados entre governo e sindicatos, dispunham inclusive sobre compromissos de novas contratações.

Mas, aí veio a operação lava-jato, o golpe político em 2016, até esta atual gestão, o banco e seus funcionários voltaram a sofrer – e consequentemente, seus milhões de clientes brasileiros. Frente à esta batalha, há perseguições de funcionários, colaboradores, ameaças de demissões, ameaça de privatização do banco público.

Neste período de guerra, de horror – se recorre ao banco, mas não simplório aos bancos concretamente falando. Recorre-se aos trabalhadores e trabalhadoras, colaboradores e colaboradoras, que se neste momento não estão batalhando a contento é justamente por falta de um armamento que possam garantir a sua integridade e garantir agilidade no atendimento de 50 milhões de brasileiros atingidos por esta guerra. Portanto, lembre-se – um colaborador da Caixa não aperta no teclado do computador sozinho, por trás dele, há todo um sistema.

O pior de tudo é que como são três parcelas do pagamento do Auxílio, os colaboradores do sistema Caixa terão contato com mais da metade da população brasileira, uma vez que em números totais terão que realizar cerca de 150 Milhões de atendimentos em apenas três meses. A descentralização destes serviços para outros bancos públicos, ou, até mesmo privado, não é sequer cogitada por parte do governo federal. Com tanta tecnologia, os bancos virtuais, que são crescente no país, ficaram de fora do “front de batalha”.

Aos colaboradores do sistema Caixa, nossa sincera gratidão!

  • Professor licenciado em Letras, Gestor Ambiental, graduando em Direito e Jornalismo.

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